O exame de ingresso à universidade em Xangai dá mais importância aos fundamentos dos livros didáticos e às aplicações práticas, reduzindo os cálculos mecânicos.
Você leu a análise do vestibular de Xangai deste ano? Hoje ouvi colegas comentando no escritório que as questões de matemática não se resumem mais à capacidade de fazer cálculos.
Li, sim. Os especialistas disseram que a ideia é 'pensar mais e calcular menos'. Por exemplo, funções trigonométricas foram cobradas por meio dos padrões de velocidade de máquinas CNC, e probabilidade e estatística por meio da densidade dos componentes dos gases de escape. É algo muito próximo da realidade.
Isso é muito bom. Antes, os alunos sempre me perguntavam para que serviam, afinal, os conhecimentos dos livros didáticos. Se as questões estiverem ligadas a temas como tecnologia e proteção ambiental, eles poderão se identificar mais.
Em língua chinesa acontece o mesmo. A redação pediu que os alunos discutissem a relação entre o progresso tecnológico e a imaginação. Não dá para escrever bem apenas decorando alguns exemplos prontos.
Mas isso também exige mais dos professores. Nas aulas, não podemos apenas fazer os alunos resolverem exercícios; precisamos ajudá-los a compreender realmente os livros didáticos e a relacionar o conteúdo com a vida para expressar suas próprias ideias.
Exatamente. O artigo falava sobre a 'integração entre ensino e avaliação', ou seja, o que se aprende nos livros é o que será cobrado na prova. Vocabulário do chinês clássico e comentários literários breves, por exemplo, estão todos ligados ao material didático.
Gosto dessa direção. Os fundamentos não podem ser deixados de lado, mas também não devemos formar crianças que saibam apenas aplicar fórmulas e modelos de frases.
É isso mesmo. A quantidade de questões e a estrutura permanecem estáveis, e a dificuldade é adequada. O mais importante é quem consegue usar de forma flexível aquilo que aprendeu.
Amanhã vou conversar sobre isso com meus alunos em sala de aula e lembrá-los de não perguntar sempre 'isso vai cair na prova?', mas primeiro 'eu realmente entendi isso?'
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